Publicado por: blogdamariazinha | 30/09/2010

Paulo Hartung, um coronel midiático

Querendo sempre parecer moderninho, mas sendo, na verdade, um típico coronel, Hartung Gomes quer controlar as eleições de alto a baixo no Espírito Santo: não conseguirá.

O governador Paulo Hartung Gomes odeia o esquecimento a que está destinado.

Na medida em que as pequenas ou nulas realizações do seu governo forem sendo constatadas no que diz respeito à segurança pública, sistema prisional, educação, saúde, estradas, desenvolvimento do interior, mobilidade urbana, meio ambiente e muito mais, ficará claro que ao longo dos oitos anos de seu triste e pragmático reinado, regado a poder de propaganda, controle, pressão e ameaças, o Espírito Santo avançou bem menos do que podia e muito menos do que é, hoje, proclamado.

Para evitar o oblívio, qual um Midas que imagina que o que toca vira “ouro”, Hartung Gomes vai fazendo campanha para tantos quantos lhe pedem. Abrir os jornais é um sem fim de indicações de Paulo Hartung Gomes para deputados estaduais e deputados federais. Feitas as contas talvez esteja pedindo voto para mais de dez candidatos a deputado federal e mais de trinta a deputado estadual. Hartung Gomes deve querer eleger toda a chapa proporcional.

Essa é a sua maneira, fazer de conta que apoia alguém, de garantir espaços de poder no futuro e poder continuar, como pretende, influenciando a política local, manejando esse bando de marionetes presentes na coligação que lhe sustenta e que ele, em retribuição, que deve achar magnânima, apoia com propagandas, benesses na máquina pública e algum deferência ocasional num discurso sempre e cada vez mais repetitivo.

O pior legado, no entanto, que esse coronel midiático deixa para a política capixaba é da de que na política vale tudo, de que princípios são descartáveis, que os fins pessoais justificam os meios. A história saberá fazer jus ao período de sua insignificância no poder relegando-o a uma triste nota de rodapé quando os números, os documentos e as evidências, puderem, aos poucos, serem constatadas.

Já ouvi de alguém que ouviu de outro alguém, sempre em tom de ironia, claro, “como gostaria de morar na propagandas de Paulo Hartung”, só se for isso mesmo, na realidade a vida dos capixabas é de uma dureza que coronel midiático algum consegue esconder.


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