Publicado por: blogdamariazinha | 29/09/2010

Enquanto isso…

A crise é da PM, deveria ser do governo, mas acaba sendo dos cidadãos. Paulo Hartung Gomes, como sempre, finge que não tem nada com a segurança pública no Espírito Santo.

O alto comando da Polícia Militar (PM) em uma crise e enquanto isso os cidadãos do bairro Eldorado no município da Serra e do Morro do Romão no município de Vitória são vitimados pelo poder dos traficantes de droga.

Na Serra, depois de um tiroteio no sábado, os traficantes impuseram, na segunda-feira, um toque de recolher. Prova desconcertante do controle que o tráfico de drogas tem em alguma área e que tem acontecido muito na Grande Vitória.

Em Vitória, além de moradores se trancando em casa para se proteger do tiroteio entre a Polícia e traficantes, alunos ficaram sem aula em acertada medida preventiva para tentar impedir alguma tragédia.

Todo esse episódio da Polícia Militar me chamou a atenção para algumas questões, sem prejuízo de uma posição mais formal que possa vir a tomar depois enquanto procuro, calmamente, “digerir” o episódio. Vamos a elas.

Por que só agora essa gravação, de 12 de julho, foi revelada?

Como imaginar que de 22 milhões de ligações telefônicas uma específica tenha sido vazada para a imprensa? Que segurança temos nós, os cidadãos, da confidencialidade dos dados que depositamos nas mãos do Ciodes?

Por que a conversa do Coronel Henrique, mencionada pelo Capitão que estava de serviço no Ciodes, não foi revelada também?

Como podem se sentir os cidadãos quando um Coronel da PM afirma que “soldado é igual leão em cima de carne” numa conversa que demonstra um certo descontrole do Comando sobre a tropa?

Como podem se sentir os cidadãos de bem do Espírito santo quando ficam sabendo por um Coronel da PM que a instituição está sendo usada para fins eleitorais – por um ex-comandante da PM – e que três membros do alto comando (sem sabermos quem são) são acusados abertamente de corrupção?

Enquanto isso, acho eu, o senhor Paulo Hartung Gomes deve estar rindo da crise em uma instituição da qual não gosta, para a qual não tem nenhuma orientação, sobre a qual não tem nenhum comando, como se o problema não fosse dele e, principalmente, sentido pelos cidadãos capixabas, muitas vezes, na própria pele.

O problema é dele. Para cuidar disso, entre outras coisas, foi eleito e reeleito. Nunca fez nada, só pirotecnia. Por isso temos esses índices assustadores de violência em nosso estado. Falta Comando, falta política pública, falta um governador.


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