Publicado por: blogdamariazinha | 28/09/2010

Sakineh cada vez mais ameaçada

Toda a pressão possível deve ser feita para salvar Sakineh Mohammadi-Ashtiani.

Ontem o governo iraniano havia anunciado a revisão da pena de morte de Sakineh Mohammadi-Ashtiani. A pena de morte continua valendo. Não seria mais por apedrejamento e sim por enforcamento.

Hoje, no entanto, a situação já mudou mais uma vez. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã o procedimento em torno das condenações de Sakineh não está finalizado. O porta-recados do Ministério quis, na verdade, dizer que ela pode, ainda, ser apedrejada.

Esse comportamento do Irã no caso Sakineh não é algo extraordinário. Faz parte, penso eu, de uma forma de agir que busca confundir e paralisar enquanto as decisões são analisadas, tomadas e encaminhadas.

Não me surpreenderá em nada se essa infeliz mulher for executada a qualquer momento e, então, a comunidade internacional for comunicada disso.

Se a comunidade internacional quer, efetivamente, salvar Sakineh Mohammadi-Ashtiani a pressão tem que continuar e ser ampliada. Temos que envolver organizações, governos, empresas e cidadãos.

Temos que organizar boicotes aos produtos iranianos e pressionar em quaisquer eventos internacionais – políticos, econômicos, esportivos, culturais etc – onde estejam presentes delegações daquele país. Temos que manter a pressão na Internet usando as diversas redes sociais. Temos que fazer todo o possível.

Alguma organização de direitos humanos poderia por exemplo identificar quais os produtos que o Brasil importa do Irã, seja para consumo direto, seja para transformação e começarmos a organizar boicotes aos produtos diretos e pressionar as empresas que usam produtos de lá para manufaturamento para que troquem de fornecedores. Eu, de minha parte, ficarei atenta. Não comprarei produtos do Irã.

A luta contra a barbárie da pena de morte é especialmente importante naquele país onde a moralidade islâmica quer reger a vida pessoal e política dos cidadãos e o sistema judicial, claro, não é nada confiável.

Salvar a vida de Sakineh e algo que os democratas e humanistas podem fazer com a satisfação ética de estarem fazendo a coisa certa, defender a vida humana de injustificada perseguição e moralismo.


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