Publicado por: blogdamariazinha | 15/07/2010

O que precisamos medir na ação dos governos?

A ação governamental deve ser analisada, penso eu, pelos resultados que produz.

Aproveitando a presença, nada ilustre, do presidente Lula no Espírito Santo e o momento eleitoral queria discutir aqui hoje algo que julgo muito importante e que deve, ao meu juízo, estar no centro do debate eleitoral: o que é preciso medir na ação governamental para poder avaliá-lo de forma mais precisa.

Muitos dos governantes, o atual presidente sendo o caso mais evidente, gostam de falar de suas ações indicando as quantidades brutas de investimento que fizeram.

É muito comum assistir ao presidente Lula afirmando que no meu governo os investimentos em tal área foram de tanto e no governo anterior (algumas vezes ele fala, inclusive, em todos ou vários governos anteriores) foram investidos apenas tantos reais.

Esse tipo de abordagem tem alguns problemas. Muitas vezes não trabalha com valores monetariamente corrigidos, no mais das vezes não trabalha com o tamanho do orçamento e do Produto Interno Bruto (PIB) do país em cada momento e, fundamentalmente, não leva em conta as condições que foram criadas em cada momento anterior para que a sua ação tenha um pouco mais de, digamos, sucesso.

Não vou entrar aqui, até porque já falei disso ontem e em outros posts, sobre inaugurações em duplicidade ou no excesso de propaganda e falta de substância.

Essa abordagem, então, foca no que se fez sem levar em consideração aquilo que se obteve. Falam nos meios e não nos resultados.

Você ter duas pessoas trabalhando num mesmo tipo de ação e aquele que trabalhou mais não necessariamente fez o melhor trabalho.

Um exemplo?

Vamos supor que eu peça a duas pessoas para esvaziarem duas piscinas, de mesmo volume d’água e tamanho, que estão entupidas. Para um darei um balde com capacidade de 1 litro, para outro darei outro balde com capacidade de 10 litros. Parece-me óbvio, considerando trabalhadores com velocidades de trabalho iguais e mesmo porte físico, que um vai trabalhar dez vezes mais que o outro. O trabalho, ao final, foi o mesmo.

Volto aos governos.

O que precisamos, então, penso eu, medir na ação dos governos não é o tanto investido, mas os resultados que foram conseguidos.

Investiu tanto em saúde. Quanto caiu a mortalidade infantil? Quanto diminuiu a infecção hospitalar? Quanto foi reduzido de mortes na realização dos partos? E por aí vai.

Investiu tanto em segurança. Quanto caíram os crimes contra a vida? Em quanto foram reduzidos os roubos e furtos? E segue.

Assim, portanto, é que percebo que os governos devem ser avaliados, pelos resultados concretos que geram para a vida das pessoas e não pelo que estão investindo. Investimento improdutivo e trabalho improdutivo só geram desperdício, expectativas não concretizadas, frustração e, claro, não melhoram em nada a vida das pessoas que deve, sempre, ser o foco da ação governamental.


Responses

  1. Como sempre muito pontual nas suas observações e comentários, é isso que falta na grande maioria dos políticos brasileiros, ou seja, visão da realidade, visão de gestão. É por isso que sou seu fã de carteirinha….forte abraço.

  2. Precisamos divulgar esta excelente e pertinente observaçã, ela pode ser muito útil para avaliar-mos os politicos através de suas realizações e não de suas despesas


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