Publicado por: blogdamariazinha | 24/06/2010

Uma explicação necessária

Campanhas eleitorais devem explicar publicamente suas ações públicas, não pode haver espaços para dúvidas como as que a campanha do PSB tem deixado.

Volto ao tema pela importância, meu amigo Fernando Herkenhoff talvez falasse em centralidade, que dou a ele no atual estágio da democracia brasileira: a questão do financiamento de campanha.

Tenho procurado ouvir pessoas que estudem, se preocupam e entendem sobre o tema.

Na minha experiência prática pessoal o que sempre afirmei – e pratiquei – durante a minha campanha, como coloquei aqui em um post outro dia, era a necessidade de que todos os gastos de campanha fossem registrados e publicados.

Isso me custou a “fama” de ter feito a campanha mais cara dos deputados eleitos em 2002, mas me deixou tranquila, para dormir e olhar nos olhos de meus eleitores e dos cidadãos de modo geral, no sentido de que tudo o que foi gasto para a minha eleição como deputada estadual foi registrado, contabilizado. Nada de caixa dois.

Diferente do que pensa o nosso presidente, e muitos de seus apoiadores no Congresso Nacional e nos partidos aliados dele, não acho essa uma coisa comum, nem uma simples infração.

Falo disso porque tenho me espantado com certas situações que se desenvolvem na campanha do senhor Renato Casagrande ao governo do Estado.

Já defendi aqui no Blog, em post do dia 10 de setembro de 2009 (https://blogdamariazinha.wordpress.com/2009/09/10/deixem-o-senador-falar-por-favor/), quando o senador Casagrande ainda não era o candidato do condomínio e ousava fazer críticas ao arranjo eleitoral e governamental que se montava no Espírito Santo, que ele tivesse o direito de livre expressão, que sua, então, pré-candidatura, que não ía além do PSB, não fosse esmagada por arranjos políticos, pelo poder econômico e pelo uso da máquina pública.

Bom, agora o senador começa a praticar aquilo do que antes reclamava.

Realizou uma convenção num lugar luxuoso a um custo de R$ 15.000,00 (quinze mil reais).

Realizou, ontem, uma reunião com cerca de 500 cargos comissionados do governo estadual e as coisas também não foram bem explicadas.

Se foi ele que custeou, como pode ter sido o encontro, como dito na matéria do jornal A Gazeta de hoje (página 19) “organizado pelo gabinete do senador”?

Afinal foi o senador pessoa física ou jurídica?

Os chefes “convidaram” os seus subordinados? Não houve nenhum tipo de pressão?

Não é aceitável que o senador, com um discurso tão politicamente correto, aja de modo incompatível com seu discurso anterior e, principalmente, com os comezinhos princípios da ética pública. Informações e explicações precisam ser dadas, isso não é favor, é obrigação.


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