Publicado por: blogdamariazinha | 01/06/2010

O Index* dos bancos e financeiras

Essa é a capa de uma das edições do Index da Igreja. Será que a dos bancos é assim tão antiga, com capa e tudo, ou apenas um arquivo secreto de computador?

Existem algumas coisas que acontecem em nosso país que até Deus duvida.

Os bancos e financeiras, ao arrepio da lei e de forma secreta, criaram uma lista dos consumidores que já tenham, em algum momento, pedido na justiça a revisão dos juros cobrados em algum financiamento, segundo matéria de capa do jornal A Gazeta de hoje.

Ao entrar nesse Index o consumidor terá dificuldades, se não a completa impossibilidade, de parcelar suas compras, fazer novos empréstimos e, até mesmo, a contratação de serviços de cartão de créditos. Além disso não existe um prazo para siar da lista. Isso fica, também, ao critério dos bancos e instituições financeiras.

Essa lista, diferente da que existe no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e no Serasa, é absolutamente ilegal. Conforme declarou o advogado e Vice-presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo, Luiz Gustavo Tardin, ao jornal A Gazeta de hoje, “a lista negra é uma forma de proteção ao crédito. Ela funciona como SPC e a Serasa. Mas é ilegal e abusiva”.

Espera-se, a partir dessa denuncia que o Procon e o Poder Judiciário não permitam tamanho absurdo e ilegalidade e tomem providências para que esse tipo de coisa, além de proibido, seja exemplarmente punido.

A era de Index ou listas negras já acabou muitos anos atrás, não é possível tolerarmos esse tipo de situação.

* Index Librorum Prohibitorum, conhecido popularmente como Index

O Index Librorum Prohibitorum ou Index Librorvm Prohibithorvm (“Índice dos Livros Proibidos” ou “Lista dos Livros Proibidos” em português) foi uma lista de publicações proibidas pela Igreja Católica, de “livros perniciosos” contendo ainda as regras da igreja relativamente a livros.
História
O objetivo do Index Librorum Prohibitorum inicialmente era reagir às coisas contra o avanço do protestantismo, sendo criado em 1559 no Concílio de Trento (1545-1563), e ficando sob a administração da Inquisição ou Santo Ofício. Esta lista continha os livros ou de obras que se opusessem a doutrina da Igreja Católica e deste modo tinha o objetivo de prevenir a corrupção dos fiéis.
O índice foi atualizado regularmente até a trigésima-segunda edição, em 1948, tendo os livros sido escolhidos pelo Santo Ofício ou pelo Papa. A lista não era simplesmente reativa, os autores eram encorajados a defender os seus trabalhos. Em certos casos eles podiam re-publicar com omissões se pretendessem evitar a interdição. A censura prévia era encorajada.
A trigésima-segunda edição, publicada em 1948, continha 4.000 títulos censurados por várias razões: heresia, deficiência moral, sexualidade explícita, incorrecção política, etc. A escassez dos meios de comunicação da época dificultava e até impossibilitava que a Igreja pudesse se defender em tempo útil. Assim como a Igreja Católica, membros de outras religiões também exerceram ou continuam a exercer tal censura[carece de fontes?], embora não tenham um livro explícito para isso[carece de fontes?].
Em determinados momentos da história obras de cientistas, filósofos, enciclopedistas ou pensadores como Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Giordano Bruno, Nicolau Maquiavel, Erasmo de Roterdão, Baruch de Espinosa, John Locke, Berkeley, Denis Diderot, Blaise Pascal, Thomas Hobbes, René Descartes, Rousseau, Montesquieu, David Hume ou Immanuel Kant tenham pertencido a esta lista, sendo algumas dessas tendo sido removidas mais tarde.
Alguns famosos romancistas ou poetas incluidos na lista são: Laurence Sterne, Heinrich Heine, John Milton, Alexandre Dumas (pai e filho), Voltaire, Jonathan Swift, Daniel Defoe, Vitor Hugo, Emile Zola, Stendhal, Gustave Flaubert, Anatole France, Honoré de Balzac, Jean-Paul Sartre, Níkos Kazantzákis, e o sexologista holandês Theodor Hendrik van de Velde, autor do manual sexual “The Perfect Marriage”.
Teve um grande efeito por todo o mundo católico. Por muitos anos, em áreas tão diversas como o Quebec, Portugal, Brasil ou a Polonia, era muito difícil de encontrar cópias de livros banidos, especialmente fora das grandes cidades.
O índice foi abolido em 1966 pelo Papa Paulo VI,[1] sendo anunciado formalmente em 15 de junho de 1966 no jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, através de um documento chamado de “Notificação” escrito no dia anterior.[2]
Referências
1.↑ Notícia sobre abolição do Index
2.↑ L’Osservatore Romano, 15 de Junho de 1966, Ano 106, número 136, página 1.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Index_Librorum_Prohibitorum


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