Publicado por: blogdamariazinha | 22/04/2010

O cenário político capixaba e o governador PH

As dúvidas que assaltam muitas mentes no cenário político capixaba se dão por conta da falta desses mesmos em terem um projeto, de presente e futuro, para o Espírito Santo. Não será juntando todo mundo num todo impreciso que isso se resolverá, na verdade só se ampliará.

Eu, que procuro estar sempre atenta ao cenário político estadual e nacional, acompanho atentamente as declarações do presidente Lula e do governador Paulo Hartung.

Evidente que pelos seus exemplos e suas declarações essas pessoas conseguem, de algumas maneiras e com alguma intensidade, sempre variáveis, influenciar o quadro político. E quando interessados estão nisso, o fazem de maneira a amplificar suas afirmações.

Desde alguns dias atrás, estou aqui meditando, com os meus botões, como dizem alguns, sobre os significados dos últimos movimentos hartunguianos e, em especial, sobre as declarações feitas ontem pelo governador.

Na verdade tenho um sentimento de que o quadro político que se montou no Espírito Santo durante o período de Paulo Hartung no governo, de uma quase unanimidade, se teve importância para a superação inicial da crise, acabou sendo muito ruim para a construção política que o governador, mesmo não sendo ele candidato, insiste em fazer.

Talvez, na verdade, o que o governador devesse fazer, já que desistiu de ser candidato para melhorar o serviço público como afirmou ontem, era mesmo se concentrar em governar e deixar o quadro político-eleitoral encontrar as respostas que procura no seio do jogo das forças políticas organizadas e do encontro dessas com a sociedade.

A visão que predomina, e, como disse até teve um certo sentido diante do calamitoso quadro que enfrentamos no período anterior ao governo Hartung, de que era preciso um governo de “união nacional”, padece, no entanto, de um continuado sentimento maniqueísta. Os bons e os maus. Nada, além disso, é possível. Não é possível enfrentar o futuro assim, penso eu. Afinal qual o critério para definir bons e maus?

O governador afirma que se é difícil ganhar a eleição, mais ainda é governar. Uma coisa tão simples assim, dita dessa forma, que é impossível a qualquer pessoa com um mínimo de sensatez discordar.

Enfrentar os desafios que temos, e eles são muitos, exigirá, no entanto, clareza de propósitos e conjunção de forças dispostas a realizar o trabalho. Unir alhos e bugalhos, gregos e troianos, não me parece uma estratégia positiva para o momento. Se assim se fizesse, seria reconhecer que todo o trabalho feito até agora, pelos cidadãos, pela sociedade organizada, pela empresas, pelos poderes, não surtiu nenhum resultado e com isso, acho eu, nem o governador Paulo Hartung deve concordar.


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