Publicado por: blogdamariazinha | 29/11/2009

Cidades do Mundo – Buenos Aires – Informações da Wikipédia

Buenos Aires

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre http://pt.wikipedia.org/wiki/Buenos_Aires.

Buenos Aires (lit. “Bons Ares”, em espanhol) é a capital e maior cidade da Argentina, atualmente é a segunda maior área metropolitana da América do Sul, depois de São Paulo.[2] A cidade está localizada na costa oriental do Rio da Prata, na costa sudeste do continente sul-americano. A cidade de Buenos Aires não faz parte da Província de Buenos Aires e nem é sua capital, mas sim, é um distrito federal autônomo. A Grande Buenos Aires é a terceira maior aglomeração urbana da América Latina, com uma população de cerca de 13 milhões de habitantes.[3] Buenos Aires é considerada uma cidade global alfa pelo inventário de 2008 da Universidade de Loughborough (GaWC).[4]

Após os conflitos internos do século XIX, Buenos Aires foi federalizada e removida da Província de Buenos Aires em 1880. Os limites da cidade foram ampliadas para incluir as antigas cidades de Belgrano e Flores, que agora são bairros da cidade.

O setor de maior importância na economia é o dos serviços, que representa 74% do Produto Interno Bruto (PIB). A indústria manufatureira é o segundo, tendo gerado em 2006 $26.454 milhões – cerca de 17% do PIB.

A cidade é também o centro cultural de maior importância da Argentina e um dos principais da América Latina. A importante oferta cultural encontra-se representada na grande quantidade de museus, teatros e bibliotecas, sendo alguns deles os mais representativos do país. Também se destaca a atividade acadêmica, já que algumas das universidades mais importantes da Argentina têm sua sede em Buenos Aires. Deve destacar-se que a cidade foi eleita pela UNESCO como Cidade do Design em 2005[5].

Buenos Aires foi originalmente nomeada após o santuário de “Nostra Signora di Bonaria” (italiano para “Nossa Senhora de Bonaria”), em Cagliari, na Sardenha. Na Constituição de 1994, a cidade tornou-se autônoma, daí o seu nome formal: Ciudad Autónoma de Buenos Aires, em Português, Cidade Autônoma de Buenos Aires. Pessoas nascidas em Buenos Aires são chamadas de “porteños”.

Etimologia

Apesar de Juan de Garay a ter batizado de Santísima Trinidad y Puerto de Nuestra Señora del Buen Ayre, a cidade acabou por adotar Buenos Aires, através da mutação do nome do porto e primeiro nome da cidade.

Nuestra Señora del Buen Ayre era uma homenagem à Virgem da cidade italiana de Cagliari que protegia os navegantes. Este nome provinha de um templo pagão situado nas Ilhas Baleares (em latim Balnearium, ilhas “balneárias”) dedicado à Deusa Branca (a divindade comum a todas as religiões da Europa pré-cristã). Quando o cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano, todos os templos foram convertidos em igrejas ou destruídos. Neste caso, foi aí colocada uma imagem da Virgem de Bonaria (deformação de “buen aire”, aire sendo vento, no castelhano antigo), que terminaria dando nome à ilha de Bonaire, situada no mar do Caribe. A virgem foi rebatizada como Bon Aire devido à semelhança com a palavra Bonaria.

História

A mí se me hace cuento que empezó Buenos Aires:
La juzgo tan eterna como el agua y como el aire.

Jorge Luis Borges, “Fundación Mítica de Buenos Aires”

A cidade foi fundada pela primeira vez em 3 de fevereiro de 1536 por Pedro de Mendoza, com o nome de Nuestra Señora del Buen Ayre. A cidade foi abandonada, arrasada pelos índios e refundada em 11 de junho de 1580 por Juan de Garay com o nome de Ciudad de la Santísima Trinidad y Puerto de Nuestra Señora del Buen Ayre.

Buenos Aires teve um escasso desenvolvimento até que em 1776 foi nomeada capital do Vice-reino do Rio da Prata. Desde esse momento começou a evoluir rapidamente devido ao impulso comercial que a beneficiou, desenvolvendo-se não apenas economicamente mas também culturalmente. A chegada de idéias liberais fomentou a criação de movimentos emancipadores, que desencadearam em 1810 a Revolução de Maio e a criação do primeiro governo pátrio.

Logo depois das guerras civis e da reunificação do país, Buenos Aires foi eleita lugar de residência do Governo Nacional, ainda que este carecesse de autoridade administrativa sobre a cidade, que formava parte da província de Buenos Aires. A necessidade do Governo Nacional de federalizá-la, somada ao movimento de tropas ordenado pelo governador da província, Carlos Tejedor, produziu em 1880 uma série de confrontos que terminariam com a derrota da província de Buenos Aires e a união da cidade ao sistema federal.

Em 1882, o Congresso Nacional criou a figura dos intendentes e o Conselho Deliberante da Cidade. O intendente não era eleito por voto popular e sim designado pelo Presidente da Nação em conformidade com o Senado. O primeiro a exercer o novo cargo foi Torcuato de Alvear, designado em 1883 por Julio A. Roca.

A partir do final do século XIX e princípios do século XX a cidade sofreu importantes transformações. A prosperidade econômica que atravessava o país, somada às preparações para o I Centenário da Revolução que se celebraria em 1910 permitiram que a infra-estrutura urbana se desenvolvesse. Isto incluiu não apenas a construção de novos edifícios, praças e monumentos, mas também uma melhoria geral nos serviços públicos que lhe permitiu contar em 1913 com o primeiro metrô Iberoamericano.

Com a Reforma da Constituição argentina de 1994 a cidade pôde contar com sua própria Constituição e com um governo autônomo de eleição direta. Em 30 de junho de 1996 celebraram-se as eleições que designariam o Chefe de Governo da Cidade, assim como os legisladores que sancionariam a Constituição da Cidade. Nas eleições para o Poder Executivo saiu vencedora a fórmula radical de Fernando de la Rúa, que assim se tornava no primeiro Chefe de Governo. Com dois meses de deliberações, a Convenção Constituinte sancionou, finalmente, em 1º de outubro de 1996 a Constituição da Cidade de Buenos Aires.

Em 2003 foi aí promulgada a União Civil[6], tanto para os casamentos homossexuais como para os heterossexuais, tornando-se a primeira cidade na América Latina a oficializar este gênero de união.

Geografia

A Cidade de Buenos Aires é limitada pelo Rio da Prata, o Riachuelo e pela Avenida General Paz, que separa a cidade da província de Buenos Aires.

Buenos Aires se encontra quase em sua totalidade na região dos pampas, salvo algumas zonas como a Reserva Ecológica de Buenos Aires, a Cidade Esportiva do Club Atlético Boca Juniors ou Puerto Madero, que foram emergidas artificialmente mediante o rebaixamento das calhas do Rio da Prata. Anteriormente, a região era atravessada por diferentes arroios e lagoas, alguns dos quais foram rebaixados e outros encanados. Entre os arroios de importância estão os Terceros (do Sul, do Centro e do Norte), Maldonado, Vega, Medrano, Cildañez e White.

Clima

O clima da cidade é temperado oceânico, com temperatura média anual de 16,5 °C. Durante o inverno, as temperaturas oscilam entre os 3 °C e 18 °C, baixando, por vezes, até a 0 °C. O último registro de neve remontava a 1918 até uma nevasca de média intensidade atingir quase toda província de Buenos Aires no dia em que se comemora a independência da Argentina, 9 de julho de 2007[7]. No verão, as temperaturas ascendem a uma média de 28 °C. Apesar de não serem altas em comparação com as registradas no norte do país, provocam um sensível desconforto dada a relativamente elevada umidade ambiente.

A média de precipitações anuais é de 1,146 mm. As chuvas são mais comuns no outono, na primavera e no verão. Nos meses temperados, a precipitação carateriza-se por chuvas breves e de baixa intensidade, o que não impede o desenvolvimento normal da atividade humana.

Demografia

Segundo o censo argentino de 2001, a cidade tem uma população de 2 776 138 pessoas. Mesmo assim, um informe posterior publicado pelo INDEC destinado a sanar os erros cometidos no censo estabelecia que a população a cidade se mantinha dentro dos 2,9 milhões de habitantes[8].

Buenos Aires é uma cidade com uma importante densidade demográfica que ascende a 13 679,6 hab/km². No início do século XXI, devido ao envelhecimento (por escassa fecundidade dos estratos de classe média) da população nativa portenha, à emigração para o exterior e à substitução demográfica em grande medida provocada pelas crises econômicas, a mão de obra tornou-se escassa entre os nativos, o que obrigou os empresários locais a importá-la.

De fato, cerca de 40% dos “porteños” não nasceu nem na cidade nem na Grande Buenos Aires. Trata-se de população que migrou das províncias do norte argentino e de outros países, principalmente limítrofes (se calcula que 316 739 de seus habitantes nasceram no exterior[9]).

A cidade tem um nível de delinquência relativamente alto, com uma taxa de 6 925,34 delitos anuais para cada 100 000 habitantes. Ainda assim, aproximadamente três quartos destes delitos são contra a propriedade, sendo a taxa de homicídios baixa: 4,57 homicídios anuais para cada 100 000 habitantes.

Governo e administração

O Poder Executivo da Cidade é composto pelo Chefe de Governo, eleito para exercer o cargo durante quatro anos, mediante o voto dos cidadãos locais. Seu substituto natural é o Vice-chefe de Governo, que é, além disso, o presidente da Assembleia Legislativa da cidade de Buenos Aires. O atual chefe de Governo é Mauricio Macri. O Poder Legislativo é composto pela Assembleia Legislativa da Cidade de Buenos Aires, integrada por sessenta deputados. Cada deputado permanece quatro anos em suas funções e a legislatura se renova por metades a cada dois anos.

O Poder Judiciário é constituído pelo Tribunal Superior de Justiça, o Conselho da Magistratura, o Ministério Público e os diferentes Tribunais da Cidade. Mesmo assim, sua organização, em termos de autonomia legislativa e judicial, é menor – em termos jurídicos – que a de qualquer das províncias que compõe a República Argentina. A Justiça, em assuntos de direito comum, executada na Cidade, rege-se pelo Poder Judicial da Nação, enquanto que o controle da Polícia Federal Argentina, no território da Cidade, é exercido pelo Poder Executivo Nacional.

Buenos Aires é administrada de forma descentralizada pelos Centros de Gestão e Participação, que foram substituídos, a partir de 2007, por um sistema de Comunas.

 Subdivisões

Legalmente, a cidade se encontra dividida em 48 bairros – unidades territoriais que derivam das antigas paróquias estabelecidas no século XIX. Algumas destas unidades territoriais existem há décadas, ainda que outras sejam mais recentes. É o caso de Parque Chas, cujos limites foram estabelecidos em 18 de janeiro de 2006, quando foi publicada, no Diário Oficial, a Lei 1.907. A cidade tem sido, tradicionalmente, dividida em várias zonas, de designação e circunscrição não oficiais, como Bairro Parque e Abasto. Na atualidade, por motivos puramente comerciais, continuam a aparecer novas áreas com nomes inéditos.

Economia

Em 2006 o Produto Interno Bruto (PIB) de Buenos Aires foi de aproximadamente $153,169 bilhões,[11] o que equivale a $50.622 per capita. O ingresso superior aos 16.700 dólares per capita triplica a média nacional e torna a cidade uma das de maior ingresso per capita da América Latina.

O principal setor econômico de Buenos Aires é o setor de Serviços, que representa 74% de seu PIB, muito maior que os 66% em nível nacional. O ramo de maior importância é o de serviços imobiliários, empresariais e de aluguel, que geram 31,799 bilhões de pesos.

O segundo ramo em importância são os serviços de transporte e comunicação, gerando 16,934 bilhões, é o terceiro são os serviços financeiros, gerando 14,758 bilhões de pesos. A cidade gera 67% do valor agregado deste ramo em nível nacional, concentrando 53% dos depósitos e 60% dos empréstimos.

A indústria representa 20% do PIB, gerando 26,454 bilhões de pesos. O desenvolvimento dos setores produtores de bens é elevado desde a saída da convertibilidade, já que desde 2001 teve um crescimento 65%, enquanto que os serviços cresceram 19%.

O PIB cresceu, em 2006, 11,4% em relação a 2005[12], sendo a construção o setor de maior crescimento (em 34%), os serviços financeiros, com 25%, e os serviços de transporte e comunicação com 13%. O setor de serviços financeiros acumulo uma queda de quase 44% entre 2001 and 2004, mais está agora completamente recuperado.[13]

Nos últimos anos, Buenos Aires se converteu em um pólo turístico, em especial pela desvalorização do peso que originou uma baixa acentuada de custos para os visitantes estrangeiros. Entre 2002 e 2004, a quantidade de estabelecimentos hoteleiros aumentou em 10,7%, enquanto que a taxa de habitações ocupadas sofreu um importante aumento de 42,9%.[14]

Turismo

A cidade conta com o Aeroporto Internacional de Ezeiza (situado a 35 quilômetros da cidade) e com um aeroporto doméstico, o Aeroparque Jorge Newbery. É servida pelo terminal rodoviário de Retiro, de onde partem e chegam linhas de ônibus (autocarros) para todas as regiões do país e para cidades do Chile, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil. Conta ainda com ferry-boats que a conectam com as cidades de Colônia do Sacramento e Montevidéu , no vizinho Uruguai.

Fica a 1630 quilômetros ao norte de outro importante destino turístico argentino, a cidade de Bariloche. Os shows de tango são um dos principais atrativos da cidade, até porque constituem uma das características mais afamadas da cultura argentina. São muitas as casas de espetáculos que apresentam shows variados de dança e música, muito procurados por quem faz turismo na cidade.

Locais de interesse

Os lugares turísticos mais importantes se encontram no Centro Histórico da Cidade, setor formado praticamente pelos bairros de Monserrat e San Telmo. A cidade começou a se construir ao redor da Praça Maior, hoje Plaza de Mayo (Praça de Maio), onde as instituições administrativas da Colônia estavam instaladas.

A leste da Praça pode-se observar a Casa Rosada, atual sede do Poder Executivo da Argentina, onde, antigamente, se encontrava o Forte. Ao norte da Praça se encontra a Catedral Metropolitana, que ocupa o mesmo lugar desde os tempos coloniais, e o edifício do Banco de la Nación Argentina, cuja parcela era, na sua origem, propriedade de Juan de Garay. Outra importante instituição colonial, o Cabildo, está localizado a oeste e não se conserva em sua forma original já que parte de sua estrutura foi demolida para a abertura da Avenida de Maio e a diagonal Julio A. Roca. Ao sul se observa o edifício do antigo Congresso da Nação, onde atualmente funciona a Academia Nacional da História. E por último, a noroeste pode observar-se a Chefatura de Governo da Cidade, avançando até a Avenida de Maio.

A Avenida de Maio é considerada o Eixo Cívico, já que une a Casa Rosada com o Palácio do Congresso, sedes do Poder Executivo e do Poder Legislativo, respectivamente. Por esta avenida podem ser observados alguns edifícios de grande interesse cultural, arquitetônico e histórico: se encontram instalados a Casa da Cultura, o Palácio Barolo e o Café Tortoni, entre outros. Abaixo desta avenida corre a Linha do metrô de Buenos Aires que, ao ser inaugurado em 1913, se converteu no primeiro da Ibero-América. Ao chegar ao final da artéria pode-se observar um conjunto de praças, decoradas com vários monumentos e esculturas, entre as quais se encontra uma cópia assinada de O Pensador de Rodin. Nas cercanias destas praças se encontram o Palácio do Congresso e o edifício da Confeitaria El Molino.

No Centro Histórico pode-se visitar, além disso, a Manzana de las Luces. Ali se encontram alojados vários edifícios com grande valor histórico, como a Igreja Santo Inácio e a sede do Colégio Nacional Buenos Aires. Pode-se ainda observar os túneis ocultos que corriam a cidade durante a época colonial ou o edifício onde funcionou o Concelho Deliberante, de 1894 a 1931.

Na área de San Telmo pode-se visitar a Praça Dorrego, onde todos os domingos se instala a famosa Feira de Antiguidades, junto, aliás, de vários estabelecimentos de antiquários. Encontra-se aí, também, um complexo jesuíta formado pela igreja de Nossa Senhora de Belém, a Paróquia de São Pedro Telmo e o Museu Penitenciário “Antonio Ballve”. O Museu Histórico Nacional e o Parque Lezama, onde foram alojadas várias esculturas e monumentos situam-se também na mesma área.

No bairro de Recoleta se encontra uma grande quantidade de pontos turísticos de grande valor cultural. Ali se pode encontrar a sede principal do Museu Nacional de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, o Centro Cultural Recoleta, a Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, a Basílica Nossa Senhora de Pilar, o Palais de Glace, o Bar La Biela e o Cemitério da Recoleta, onde se encontram alojados os restos de Eva Duarte de Perón.

No bairro de Retiro pode-se visitar a estação do mesmo nome, e percorrer vários monumentos e edifícios emblemáticos da cidade, como os monumentos aos Caídos na Guerra das Malvinas ao General San Martín, assim como a Torre dos Ingleses e o Edifício Kavanagh, um dos mais altos da cidade.

O Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires, um dos mais importantes do país, se encontra no bairro de Palermo, onde também se situam os Bosques de Palermo, o Planetário, e o Zoológico de Buenos Aires.

Outro ponto turístico de importância, dado o seu relevo cultural é a Avenida Corrientes. Nela está instalada uma grande quantidade de teatros, incluindo o Teatro San Martín, além de outros locais de interesse, como o Passeio La Plaza e o Estádio Luna Park. Na intersecção desta avenida com a Avenida 9 de julio se encontra o Obelisco, um emblema da Cidade de Buenos Aires. Também foi instalado nesta avenida o Mercado de Abastecimento, que na atualidade foi convertido em um centro comercial.

Na atualidade, Buenos Aires se converteu no atrativo turístico da comunidade homossexual mais importante da América Latina [15].

Hotelaria

A Cidade de Buenos Aires oferece mais de 200 possibilidades de alojamento que representam 36 000 praças disponíveis[16]. Existem 17 hotéis cinco estrelas, 53 hotéis quatro estrelas, 42 hotéis três estrelas e 64 estabelecimentos de duas e uma estrela, e também 27 aparthotéis. Estes hotéis se encontram instalados em sua maioria na zona central da cidade, com fácil acesso aos principais pontos turísticos.

Também existem muitas hospedagens e alojamentos alternativos, para quem busca algo mais econômico. Estes estabelecimentos geralmente estão situados em bairros mais distantes, mas o sistema de transporte permite o traslado de uma forma fácil e econômica.

Como a cidade é um pólo universitário, existe uma grande quantidade de albergues juvenis e residências universitárias com custos acessíveis para os estudantes, provenientes tanto do interior do país como dos países limítrofes.

Infra-estrutura

Transporte

A complexidade da Cidade de Buenos Aires requer um sistema de transporte e de acessos à cidade igualmente complexo e extenso. A cidade não apenas necessita de um sistema de transporte para quem habita nela, como também para os habitantes do aglomerado que se transportam à cidade principalmente por motivos de trabalho.

A cidade conta com quatro acessos por rodovia, que se somam à grande quantidade de acessos existentes, como as pontes ou avenidas que cruzam a Avenida General Paz. Os acessos por estrada são a Rodovia Buenos Aires – La Plata, a Rodovia Ricchieri, o Acesso Oeste e o Acesso Norte. Estas rodovias permitem um acesso rápido a partir da província de Buenos Aires, ao contrário do resto dos acessos, onde o trânsito tende a ser pouco fluido a partir do final do horário comercial.

O meio de transporte de maior uso é o coletivo (ônibus), já que, com mais de 180 linhas, permite não só conectar diferentes pontos da cidade mas, também, alcançar diferentes partidos da província de Buenos Aires. O outro meio massivo utilizado para acessar a cidade é a rede ferroviária, já que todas as linhas férreas do país confluem em Buenos Aires. Algumas destas linhas têm conexão com o metrô, o que permite um traslado relativamente fluido a partir da região metropolitana bonaerense até diferentes zonas da cidade. Os trens também são usados pelos portenhos como meio de deslocamento rápido dentro da cidade.

O Metro de Buenos Aires , cuja tarifa é de apenas 1,10 pesos, conta com seis linhas em funcionamento (A, B, C, D, E, H), com uma extensão superior a 40 quilômetros. Além disso, e foram projectadas três linhas adicionais que ajudaram a conectar o sul com o norte da cidade. A Linha A é também uma atração turística porque ainda conserva os trens que se utilizavam em princípios do século XX, já que essa linha foi inaugurada em 1913, a mais antiga da América Latina.

O porto de Buenos Aires é o maior do país, e foi tradicionalmente a principal entrada marítima da Argentina.

Serviços públicos

O serviço de água corrente e esgotos foi administrado desde 1993 pela empresa Aguas Argentinas, até 2006, quando sua concessão foi rescindida. O serviço é administrado através de duas estações de tratamento: a Estação General San Martín e a Estação General Belgrano. A Estação de Tratamento General San Martín, inaugurada em 1913, se encontra localizada no bairro de Palermo, contando com uma superfície de 28,5 hectares e uma produção de 3 100 000 m³ de água diários. A Estação de Tratamento General Belgrano se encontra na província de Buenos Aires, na localidade de Bernal. Foi inaugurada em 1974 e conta com uma superfície de 36 hectares e uma produção de 1 700 000 m³ diários. Atualmente, se espera a criação, por parte do Poder Executivo Nacional, da nova empresa de serviços de domínio estatal, que se chamaria Aguas y Saneamiento Argentinos (AYSA).

O serviço de gás natural é administrado pela MetroGAS desde dezembro de 1992. Durante 2004 foram distribuídos um total de 4 468 328 m³ de gás, sendo 1 201 756 m³ para usuários residenciais, 371 575 m³ para Gás Natural Comprimido, 243 024 m³ para usuários comerciais, 120 119 m³ para indústrias, 2 484 045 m³ para usinas elétricas e 47 809 m³ para as entidades oficiais[17].

O serviço elétrico se encontra a cargo de duas empresas: Edesur e Edenor. A área de cobertura da Edenor se encontra delimitada por: Dársena “D”, rua sem nome, atrás da futura Rodovia Costeira, prolongação Avenida Pueyrredón, Avenida Córdoba, vias da Ferrovia San Martín, Avenida General San Martín, Zamudio, Tinogasta, Avenida General San Martín, Avenida General Paz e o Rio da Prata; enquanto que a Edesur se encarrega do serviço no resto da cidade. Segundo estimativas de 2004, a cidade gerou 14 783 018 MWh, consumindo apenas 9 689 504.

O serviço de telefones fixos é de responsabilidade da Telecom Argentina e Telefónica de Argentina. Estas empresas são as encarregadas de levar o serviço desde a privatização de ENTel, em 1990.

O serviço de coleta de resíduos se encontra organizado em seis zonas de coleta, nas quais o serviço é prestado por uma empresa diferente. Na Zona 1 (que inclui os CGP 1, 2S, 2N e 3) o serviço é administrado pela empresa Cliba, na Zona 2 (que inclui os CGP 13, 14O e 14E) é administrado pela empresa AESA Bs As, na Zona 3 (que inclui os CGP 4, 5 e 6) o serviço é administrado pela empresa UBASUR, na Zona 4 (que inclui os CGP 7 e 10) o serviço é administrado pela empresa Níttida, na Zona 5 (que inclui os CGP 8 e 9) é administrado pela empresa EHU e na Zona 6 (que inclui os CGP 11 e 12) é administrado pela empresa INTEGRA.

Seus habitantes contam com um elevado acesso aos serviços públicos: 99,9% conta com rede de água, a mesma quantidade conta com rede de eletricidade, 92,8% conta com rede de gás, 99,6% com iluminação pública, 99,3% com coleta de resíduos e 89,7% dos lares tem telefone. Estas cifras diminuem para a população residente em vilas, se bem que a totalidade de seus habitantes recebe água corrente (incluindo a torneira pública), 99,5% dispõe de energía elétrica, 93,1% de iluminação pública, 87,8 de coleta de resíduos e apenas 1,3% de gás corrente[18].

Saúde

A Cidade de Buenos Aires conta com 34 estabelecimentos hospitalares com atendimento totalmente gratuito, que funcionam dentro do sistema de saúde estatal. Mas a cidade conta também com um sistema de atendimento primário que se ocupa do atendimento de 80% dos casos, para distribuir o uso das instalações hospitalares e para que sejam utilizadas apenas nos casos de maior complexidade. Isto se deve principalmente ao fato da infra-estrutura hospitalar da cidade se encontrar bastante deteriorada, não apenas pela falta de equipamentos, mas também pela grande quantidade de casos provenientes da Grande Buenos Aires, que somados aos da cidade sobrecarregam o serviço.

Este sistema de atendimento primário é constituído pelos Centros de Saúde, os Centros Médicos de Bairro e os “Médicos de Cabecera” (médico de família). Os Centros de Saúde são integrados, entre outros, por médicos clínicos, pediatras, psicólogos e assistentes sociais, já que sua função não é apenas o atendimento, mas também a execução dos diferentes programas de prevenção. Os Centros Médicos de Bairro (CMB) cumprem a mesma função de prevenção e atendimento, mas este atendimento e entrega de medicamentos gratuitos está orientada para sectores considerados de risco. A instituição dos “Médicos de Cabecera” constitui outro sistema de descentralização, onde os médicos dos hospitais fazem atendimento e entrega gratuita de medicamentos em seus consultórios particulares.

A cidade conta também com uma grande quantidade de clínicas e consultórios privados, onde se destacam, mas não só, o Hospital Italiano (lugar onde se realizam muitos dos transplantes de órgãos na Argentina), a Clínica y Maternidad Suizo Argentina e a Clínica Favaloro.

Mortalidade infantil

A mortalidade infantil é um indicador que reflete indiretamente as condições socio-econômicas de uma sociedade, sobretudo pelo seu impacto nos setores mais desprotegidos. A Cidade de Buenos Aires tem uma das taxas mais baixas do país (8,5 por mil), apenas superada pela província da Terra do Fogo que gira em torno de quatro por mil.

No período 19902004 a taxa de mortalidade infantil sofreu uma baixa de 47%. Enquanto que em 1990 a taxa era de 16 por mil, em 2004 foi reduzida para 8,5 por mil. Mas existe na cidade uma disparidade muito grande entre o sul e o norte: enquanto que nos Centro de Gestão e Participação (CGP) da zona norte (2n, 14e, 14o, 13 e 12) a taxa é de 6,86 por mil, nos CGP da zona sul (3, 4, 5 e 8) a taxa ascende a 14 por mil.

Cultura

Buenos Aires é a cidade de maior importância cultural do país e uma das principais na América Latina. A cidade tem um espectro cultural muito amplo devido à diversidade de quem a habitou ao longo de sua história. Um exemplo disso é um argot, o lunfardo, que se desenvolveu a partir de meados do século XIX nas zonas pobres de Buenos Aires, Rosário e Montevidéu. Este tipo específico de linguagem acusa influências idiomáticas provenientes da Itália, França, Galiza e Portugal, assim como da população negra e crioula local. O lunfardo ficou imortalizado em letras de música popular, particularmente no tango. A gastronomia portenha também se destaca por sua diversidade, ainda que o denominador comum seja o emprego de carnes e a influência da culinária italiana, muito difundida pelas correntes migratórias que aqui afluiam em princípios do século XX.

O elevado nível cultural da cidade pode ser apreciado através da sua grande quantidade de museus, teatros e bibliotecas. A Avenida Corrientes, em cujos cafés e bares tradicionais se desenvolveu o tango, em princípios e meados do século XX, é a artéria onde se encontram alguns dos teatros de maior importância. Buenos Aires conta com uma oferta diversa de artes de palco, dependendo muitos dos teatros de maior relevância diretamente do Governo da cidade: o Teatro Colón, o Teatro General San Martín, o Teatro Alvear, o Teatro Regio, o Teatro Sarmiento e o Teatro de la Ribera, entre outros. Atividade teatral que se estende, pelos vários bairros da cidade, com as companhia independentes, como o Teatro Nacional Cervantes, o Centro Cultural Recoleta, o Centro Cultural General San Martín, o Teatro Maipo, entre outros.

O Governo da cidade administra dez museus que abarcam diferentes temáticas: desde as artes plásticas (Museu de Artes Plásticas Eduardo Sívori) até à história (Museu Histórico de Buenos Aires Cornelio de Saavedra), passando pelo cinema (Museu do Cinema Pablo Ducrós Hicken). Também existem muitos museus dependentes do Governo Nacional (como o Museu da Casa Rosada) ou de fundações (como o Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires).

A cidade dinamiza ainda 26 bibliotecas públicas que contam com mais de três centenas de milhar de exemplares. Existem ainda muitas bibliotecas dependentes dos diferentes Poderes da Nação, assim como das diferentes universidades que se encontram na capital.

Buenos Aires distingue-se, ainda, como o maior centro editorial do país, já que ali estão sediadas as editoras mais relevantes, e onde se editam os diários e revistas de maior tiragem. A indústria editorial de Buenos Aires é uma das mais competitivas da região e a densidade de livrarias é bastante alta. É possível conseguir, com alguma facilidade, livros antigos, primeiras edições e publicações em diferentes idiomas, sobretudo nos estabelecimentos comerciais localizados na Avenida de Maio e na Avenida Corrientes, entre Callao e 9 de Julio.

Uma tradição importante é a dos Festejos de Carnaval. Existem em Buenos Aires 103 murgas, agrupando mais de dez mil pessoas. Anualmente, juntam-se mais de 800 mil pessoas para desfrutar da música, baile e canto que oferecem estes grupos, na grande quantidade de corsos que se realizam nos bairros portenhos.

Referências

  1. Tasa de analfabetismo por grupo de edad y sexo. Total país según provincia.. INDEC (2001).
  2. R.L. Forstall, R.P. Greene, and J.B. Pick, “Which are the largest? Why published populations for major world urban areas vary so greatly”, City Futures Conference, (University of Illinois at Chicago, July 2004) – Table 5 (p.34)
  3. Population projections (PDF). Página visitada em 2009-08-09.
  4. www.lboro.ac.uk The World According to GaWC 2008 – Retrieved on 2009-07-06
  5. Buenos Aires, Argentina appointed UNESCO City of Design.
  6. Veja Lei 1004.
  7. http://www.clarin.com/diario/2007/07/10/sociedad/s-01454334.htm
  8. Informe publicado pelo INDEC (PDF).
  9. segundo o Censo 2001 do INDEC.
  10. Ley Nº 682
  11. A preços básicos, Dirección General de Estadísticas y Censos. Informe de Resultados Nº334.
  12. A preços constantes de 1993.
  13. Ministerio de Economía de la Nación
  14. Encuesta de Ocupación Hotelera (EOH), Dirección General de Estadística y Censos (G.C.B.A.) y Secretaría de Turismo de la Ciudad de Buenos Aires.
  15. Segundo Infobae.com.
  16. Segundo o Sítio oficial de Turismo da Cidade.
  17. Segundo a ENARGAS.
  18. Segundo Enquete Anual de Lares 2004.
  19. Segundo G.C.B.A. [1].
  20. Dirección General de Estadística y Censos de la Ciudad de Buenos Aires

 


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